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Foz do Iguaçu, by Vi Tour – Parte 3

Continuando a série de posts sobre Foz do Iguaçu (tá ficando sem fim mesmo, mas eu ando mega sem tempo de sentar e escrever. Já contei que faz 3 fins de semanas seguidos que eu trabalho? Ontem foram 13horas ininterruptas!)…

Outro passeio que fizemos foi conhecer a Usina Hidroelétrica Itaipu. Dessa vez fomos com a CVC. Já estava pago mesmo (inclusive os ingressos) e a data coincidia com os nossos planos.

A Usina foi construída nos anos 70, numa parceria entre o Governo Brasileiro e o Paraguaio. Um tratado entre os dois países foi assinado em 1966. Em 1974 foi criada uma empresa para construir e gerenciar a Usina. Em razão dessa união de esforços é comum ouvir o tempo todo Itaipu Binacional por lá. Sem contar que o guia nos disse que o número de trabalhadores é dividido meio a meio, ou seja, 50% brasileiros, 50% paraguaios. Além disso, mesmo o Brasil utilizando a maior parte da capacidade de energia gerada nas 20 turbinas, 50% delas são paraguaias, o que faz com que compremos parte da energia gerada!

Nosso passeio incluiu um vídeo institucional (bem interessante, mas é institucional, né? Parece que o negócio é tão magnífico e bem feito que não gerou impacto ambiental e social, que tudo foi reposto e reflorestado, etc, etc, etc) e um passeio por dentro do complexo.

Existe a possibilidade de ir nos próprios ônibus panorâmicos da Usina, mas nesse quesito é difícil argumentar com a CVC. Fomos no Ônibus fechado mesmo. Eu quase morri de raiva, afinal queria ver tudo. Mas quando começou a cair o dilúvio que caiu naquele dia, eu agradeci a Deus por estar no ônibus “certo”! rs

São três tipo de passeios:
1) CIRCUITO ESPECIAL: Você conhece a barragem por dentro. Segundo informações da Usina: Dispõe de atendimento diferenciado, com monitores bilíngües, utilização de sala especial para a exibição de um filme sobre Itaipu e ônibus especial com água a bordo e roteiro para acompanhamento. Com duração aproximada de 2 horas e 30 minutos. O roteiro tem sete etapas (em todas elas é permitido fotografar e filmar).

2) VISITA INSTITUCIONAL: Voltada para escolas e universidades. Segundo a Usina: É uma visita oficial, restrita à empresas, instituições, centros de pesquisas, universidades e escolas. As visitas são realizadas de segunda a sexta-feira (exceto em feriados). Devem ser agendadas com antecedência e a confirmação está sujeita à agenda de Itaipu. Mais informações: rp@itaipu.gov.br (45) 3520-6988 e 3520-6985 / Fax (45) 3520-6622
Observação: – Visitantes deverão ser maiores de 14 anos. – Na visita, não é permitido o uso de chinelos, sapatos de salto alto, shorts e minissaias. Sandálias são permitidas apenas se bem fixadas aos calcanhares, sem saltos e com sola de borracha. (UI!!! Vai ter que ir de EPI, ou você quer perder um pé ou um dedo? rs)

3) VISITA PANORÂMICA: Foi a que fizemos. Segundo a Usina: Permite a visão panorâmica da usina, a partir do mirante central, de onde se observa em destaque a barragem e o vertedouro. A visita é feita em ônibus da Itaipu (para visitantes particulares) ou em ônibus de turismo, para quem fizer parte de excursões. Antes da saída é exibido um documentário sobre Itaipu. A duração é de aproximadamente 1 hora e 30 minutos. Está disponível nas duas margens. No Brasil, o visitante tem ainda a opção de fazer a Visita Combinada Usina-Ecomuseu, que inclui uma passagem pelo Ecomuseu após a usina, por conta própria, ou então a Visita Combinada Usina-Refúgio Bela Vista, que prevê dois quilômetros de caminhadas por uma trilha ecológica do Refúgio Bela Vista. Quanto e quando? Para horários e preços, favor consultar nosso site http://www.turismoitaipu.com.br
Mais dúvidas? Brasil 0800 645-4645 / fax (45) 3520-6398 / reservas@turismoitaipu.com.br Paraguai (061) 599-8040 / fax (061) 599-8045 / arevalos@itaipu.gov.py

Já com os tickets (olha a necessidade do RG, gente!)
Custaram aproximadamente R$20,00 para cada um…

Guichês de compras. Se você for com seu carro, pode visitar também!
O ônibus percorre o complexo todo da Usina. Mostrando as construções, o corredor criado para a piracema dos peixes (afinal a barragem acabou com essa possibilidade), que inclusive é utilizado pela equipe que canoagem (?) brasileira quando em treinamento.

A primeira parada é no mirante, de onde pode ser ver as Cataratas de frente. Quando fomos, nem todas as comportas estavam abertas (se elas não tiverem parece que não tem passeio ou coisa parecida), mas mesmo assim é MUITA água!
Dá para ver a chuvinha que estava chegando! Thanks God que o ônibus da CVC era fechado!
Há uma certa luta em conseguir tirar fotos, afinal você não vai ser o único turista por aquelas bandas. Mas mesmo assim é uma visão incrível. Em algum lugar (muito tempo atrás, muito mesmo) li que duas coisas poderia ser vistas da lua: a Muralha da China e a Usina de Itaipu. Se isso é verdade não sei (até porque hoje tem uma Usina Hidroelétrica na China que é descomunal, e uma ponte de 30km sobre o mar também, e… beleza, os Chineses estão empolgados com a construção civil), mas que o negócio é grande, é!

Foto que obviamente não foi tirada por mim!

Depois o ônibus vai para outro ponto de visão, mas perto. Onde você pode ver as turbinas. Sim, aquela água toda que sai é o “descarte”. A água que gera a energia não sai por um lugar visível, ela entra pelas turbinas e fazem toda a engrenagem girar e assim gerar energia elétrica.
Podem perceber que quase não há água nessa parte.

Por fim o ônibus passa por baixo da represa e depois por cima dela, de onde pode se ver o lago e as quedas d’água. Mas nesse momento do nosso passeio chovia tanto, mas tanto, que se a gente fosse sair do ônibus era necessário estar com a Arca de Noé para se proteger do dilúvio!

É um passeio bem legal. Dura aproximadamente 2h tudo (no caso da visita panorâmica). Sossegado para todas as idades. Dentro do complexo existem outras atrações: um museu, um zoo, mas o museu estava em reformas naquela época e zoo é praticamente igual em todo o lugar, né? Sem contar que depois ainda fomos visitar o Parque das Aves, então, de bicho a gente estava bem servidos!

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Publicado em compras, Foz do Iguaçu, viagem

Foz do Iguaçu, by Vi Tour – Parte 2

Continuando…

3) Cataratas do Iguazú, lado argentino: Foi nosso primeiro passeio turístico (Paraguay/compras não conta, né?). Como tínhamos abandonado nossa excursão (quer queria ir antes aos passeios e depois às compras e eu nem tinha levado a máquina fotográfica antiga), tivemos que pagar uma van que saia do nosso hotel. A propósito, acredito que todos os grandes hotéis tenham mini-agências de turismo. No Golden Tulip tinha uma e nos foi muito útil.

As Cataratas Argentinas estão localizadas dentro do Parque Nacional Iguazú. Se você está de carro, basta seguir a Rodovia que leva em direção à Ponte Internacional Tancredo Neves (mesmo caminho do Duty Free Argentino). Não se esqueça (mesmo nos ônibus de excursão) de levar um documento com foto, afinal você vai cruzar a fronteira. Para menores de idade, a regra é a mesma das viagens dentro do Mercosul*.

Há possibilidade de estacionar seu carro em frente ao portão de entrada do parque, mas o que mais se vê por lá são ônibus de turismo.

Fila indiana de carros para entrar no parque. Levamos 1h30 nessa brincadeira. Detalhe do turista fazendo graça do lado direito da foto!

Já dentro do Parque, as opções do inúmeras. Confesso que achei tudo muito organizado, cheio de mapas indicativos e placas. Também tem lugares para comer (não espere nada além de sanduíches e batatinhas Lay´s), bebedouros e banheiros.

Máquina de água quente para seu chimarrão! Ou qualquer outro mate quente.

Logo na entrada no Parque existe uma placa gigante com todos as “caminhos” que levam às Cataratas. Diferente do lado brasileiro (onde a vista é quase única), do lado argentino você você as quedas de vários ângulos e alturas. Inclusive chega “em cima” da Garganta do Diabo.

Mas aviso desde já que ali não é passeio para fracos! São tantas escadas, sobes e desces que no final do dia eu queria chamar a ambulância. Chegamos a deitar no chão esperando a van, lá pelas 17h. É lógico que você não precisa fazer todos os caminhos existentes, mas nós fizemos e quase morremos. Tanto que existe uma promoção do parque, no segundo dia de visita, você ganha um desconto. Mas deve preencher o ticket e “autenticar” antes de sair do parque. Infelizmente nós não iamos voltar, então não sei o valor do desconto.

Os ingressos são comprados ainda dentro do carro.

Pague aqui!

Para brasileiros adultos(olha o RG!) o ingresso custa $70 pesos. Para as crianças entre 6 e 12 anos, $40 pesos. Menores de 6 anos e deficientes físicos não pagam (mas acho que também pouco aproveitam. #prontofalei).

ATENÇÃO!!! NÃO É ACEITA OUTRA MOEDA QUE NÃO SEJA O PESO ARGENTINO. NÃO ADIANTA INSISTIR. Então, troque seu din-din antes de ir. O parque abre todos os dias, das 8h00 às 18h00.

Estava marcado US$12, vai entender…

Pronto. Passou pelo Portal de Entrada do parque? Agora é só escolher o “caminho” que quer fazer.

Mapa do Parque

Nós fomos DIRETO para o Sendero Verde (está do ladinho direito do mapa). É um caminho pequeno que leva até a segunda estação do Tren Ecologico de la Selva. Preferimos assim, já que quando chegamos na área do trem, ele estava partindo e o outro leva mais de 30min para sair. Esse caminho e pequeno, você chega a cruzar com o Trenzinho.

Olha ele aí!

Não adianta achar que vai de Trem e vai ter preferência para continuar o caminho. Todos desembarcam! E vão para uma fila comum, com todos os que estão lá, inclusive os que chegaram à pé.

Mas deixe para andar só no Sendero Verde. Não caia na besteira de ir andando até a Garganta do Diabo! Mesmo que você veja trocentas pessoas preferindo não encarar a fila do Trenzinho. Confie em mim. Você vai agradecer quando vir a distância que o trem irá percorrer e a que ainda falta para você, à pé, chegar até as Cataratas!

Sem brincadeira. Indo de trem, depois caminhando rápido (afinal tinha uma horda de pessoas andando junto, parou, era atropelado), levamos 1h30 para chegar até a Garganta do Diabo! Andando (e olha que a gente via pais empurrando carrinhos de bebê!!) deve levar o dia todo!

Não tive coragem de tirar foto dos desafortunados que preferiram ir caminhando. Mas confesso que senti alívio por eu ir de trem!

O passeio por si já é bonito. Mas se aproximar pouco a pouco da queda d’água, ouvindo o barulho aumentar a cada passo, é indescritível. Quando finalmente vimos a água, fiquei boqueaberta!

E não era uma época de cheia! Imagine se fosse!

Estava muito cheio, afinal era feriado. Não foi fácil tirar foto. Do lado em que estávamos era possível ver o lado brasileiro e a fila indiana, seus flashes, tomando conta da única passarela. Achei que fizemos a melhor escolha em ir para a Argentina na sexta-feira.

Em cima do penhasco! Não dá para deixar de lembrar do desenho do Pica-pau com aqueles barris, só em que Niagara Falls.

O que sobrou do antigo caminho, levado por uma cheia, anos atrás.

Voltamos para o Trem, não sem antes parar para comer um lanchinho. E decidimos seguir pelo Circuito Superior. Fica marcado em azul no mapa ali de cima. Segundo as informações do Parque, se trata de um passeio com “acessibilidade alta”. Mas eu discordo! Existiam passagens com escada, não muitas, mas tinha. Como faz alguém com dificuldade de locomoção?

No Circuito Superior você passa por cima de diversas quedas d’água, todas identificadas, além de ver a queda maior de frente, mas com uma certa distância. Bonito mesmo. Dura cerca de 40min.



Hermanos ainda mais cara-de-pau do que os do lado brasileiro!

Por fim, decidimos fazer o Circuito Inferior. Esse sim é CHEIO de escadas! Esqueça se você tem algum problema de locomoção, se está com crianças pequenas, grávida ou tem problemas no joelhos. Nós não nos incluíamos em nenhuma dessas categorias e pedimos arrego no meio do caminho. É lindo, mas incrivelmente cansativo!Dura aproximadamente 1h20 (segundo informações do parque), mas acho que levamos esse tempo todo e nem chegamos no final. Desistimos das escadas…

Todo mundo indo para o Circuito Inferior. Vazio, não?



Muitas quedas…

Figura!



Nessa foto dá para perceber a diferença de “Níveis” que tem o Circuito Baixo.

Existe também o passeio até a Isla de San Martín, que é uma ilha que fica no meio de Rio Iguaçu. Para chegar até lá precisa usar um acesso com escadas, ou seja, mesmas restrições do Circuito Inferior, aliás, o embarque é feito num ponto do Circuito Inferior. Lanchas levam os turistas até a ilha, de onde pode ser vista a Garganta do Diabo de frente (mais escadas até o que eles chamam de Ventana, janela em português). O passeio todo leva aproximadamente 2h. Por isso não fizemos.

Como eu disse, escolhemos deixar nossa excursão de lado e preferimos ir locando os serviços na medida da vontade. Saímos de Foz do Iguaçu por volta das 10h. A van nos buscou no Parque Nacional Iguazu às 17h. Descontados o tempinho de translado, fronteira e trânsito para entrar no parque, ficamos 5 horas dentro do parque. Cansamos? MUITO! Mas vale cada centavo!

AHHH DICA FINAL E MAIS IMPORTANTE DE TODAS: LEVE REPELENTE. ACREDITE, VOCÊ VAI PRECISAR! Nós levamos, mas vimos gente literalmente “comida” pelos insetos. Pernas e pernas cheias de picadas. Não é legal, né?

*Trânsito fronteiriço na região do Mercosul

Irmãos BRASILEIROS – DOCUMENTAÇÃO NECESSARIA PARA SAIR DO BRASIL :

Serão aceitos única e exclusivamente para trânsito fronteiriço na região do Mercosul os seguintes documentos:

– Passaporte; ou

– Cédula de Identidade Civil (RG).

– Veículo particular: seguro internacional

– Carteira de Habilitação de Motorista

Não serão aceitos como documentos válidos para a passagem de áreas de fronteiras quaisquer outros tipos de documentos expedidos no Brasil, mesmo se aceitos como documentos de identidade em nosso país. Veja os seguintes exemplos de documentos não aceitos:

– Certidão de Nascimento (não substitui os documentos de Cédula de Identidade Civil ou Passaporte mesmo para recém nascidos ou para menores de idade);

– Carteiras de Identificação Profissionais (OAB, CRM, outros);

– Carteira de Habilitação de Motorista;

– CPF;

– Outros.

Outras situações:

Crianças também devem estar munidas dos documentos necessários, em nenhuma circunstância se exclui a apresentação de Cédula de Identidade Civil ou Passaporte, mesmo quando a criança for de colo, ainda que se tenha em mãos a Certidão de Nascimento;

Na realização de viagens por meio de transporte rodoviário, a empresa de ônibus tem por obrigação da lei solicitar junto ao responsável pelo menor, além dos documentos acima mencionados, uma autorização especial expedida por um Juiz, em que conste a permissão de ambos os pais para o deslocamento e conseqüente trânsito fronteiriço.

Um novo acordo turístico entre Brasil e Argentina. A partir do dia 18 de dezembro, todos os cidadãos brasileiros, residentes permanentes e temporários que portem carteira de motorista do Brasil, poderão entrar a Porto Iguaçu (Argentina) por 72 horas.

Continua… o próximo post é sobre compras!