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Meu VBAC

Desde a primeira vez que fiquei grávida, tinha certeza que meu filho nasceria de parto normal. Na verdade, não consigo entender como as pessoas em geral podem ter medo de passar por um procedimento cirúrgico (basta ouvir “é preciso operar” para qualquer um tremer nas bases, mesmo que seja para tirar o apêndice) e achar que uma cesariana é coisa de rotina…

Nem de longe vou discutir a questão da escolha de cada mulher. Jamais. Mas é algo que não entendo, não é racional para mim essa diferenciação das cirurgias.

De qualquer forma, que lê esse blog sabe que isso (parto normal) não aconteceu. Meu primeiro bebê estava pélvico e eu, depois de conversar com alguns médicos, concordei em fazer uma cesariana. Concordei, mas não aceitei que isso tenha acontecido, infelizmente.

Algum tempinho depois engravidei novamente. E a primeira coisa que eu tive certeza é: vai nascer de parto normal. No intervalo entre as gestações, li bastante sobre o VBAC e sabia que era possível, já que o segundo parto estaria previsto dentro do intervalo recomendável de dois anos.

A segunda resolução foi encontrar um médico que concordasse com minha opção. Sei que existem profissionais bons em São Paulo, mas atualmente moro no litoral e não seria aconselhável viajar em pleno trabalho de parto com uma estrada em reforma. Acabei encontrando um médico superatencioso e que de cara concordou.

A conversa inicial (e final, eu diria) foi mais ou menos assim: Qual o tipo de parto? Normal! Certo, não vejo problemas. Mas me prometa que não vai desistir. Simples assim. Nunca mais conversamos sobre outra opcão.

Quando completei 38 semanas de gestação a ansiedade começou a aumentar. Eu havia decidido trabalhar até o fim e todos os dias ouvia dos colegas se não ia nascer. Na verdade, até eu estava tensa. Chegamos as 39 semanas e nenhum sinal de trabalho de parto. No entanto, na sexta-feira (39+1 dia) eu perdi o tampão mucoso. Relatei isso para o médico na consulta (39+4dias) e ele, depois de examinar, disse que não havia sinal de dilatação, mas que o colo estava fino. Meu marido chegou a perguntar quanto tempo mais e o GO respondeu: pode ser amanhã ou daqui a 3 semanas…

Voltei para casa arrasada. Tinha a impressão que a gestação não acabaria nunca! Eu estava tendo contrações, mas eram indoleres e muito irregulares. Decidi que não iria mais trabalhar. O cansaço havia chegado. Aproveitei que tinha alguns dias para compensar e não voltei ao Fórum na quarta. Caso o bebê não nascesse até segunda (40semanas +4 dias) eu sairia de licença maternidade.
Naquela altura eu já estava lendo sobre indução (não recomendada para VBAC, ao que parece; e ineficaz antes das 41 semanas, os textos diziam)…

Naquela quarta mesmo comecei a sentir contrações doloridas. Era por volta das 11 da noite. Avisei o marido e passamos a controlar os intervalos. Duas horas depois, com contrações a cada 5 minutos, tivemos certeza que o parto estava a caminho. Ligamos para os familiares (eles precisavam viajar até aqui para ficar com meu filho mais velho) e passamos a noite assistindo televisão e marcando os intervalos.

Eu já sabia que não adiantava correr para o hospital, porque poderia demorar muito. Então era melhor ficar em casa mesmo. Além disso, confesso que estava com vergonha de acordar o médico em plena madrugada. Quando amanheceu (6 da manhã), liguei e relatei o que estava acontecendo. Marcamos um exame às 7 no hospital. Lá ele me informou que eu estava con 2 cm de dilatação, mas as contrações ainda espaçadas. Optei por ficar lá mesmo, já que em casa o Porqueira acordaria e não iria entender que não poderia dar atenção para ele naquele momento.

Eram 10h00 quando o médico veio fazer um novo exame. Como eu disse que as contrações ainda estavam iguais, ele decidiu não fazer nenhum exame de toque, apenas auscutou o bebê. Tudo certo e o combinado de que ele voltaria às 13h00.

O tempo passou um pouco e eu decidi deitar. Estava acordada há tempos e cansada de caminhar. De repente senti uma dor muito grande. Esquisita até. Parecia que eu iria soltar um “pum”, mas pelo “lugar errado”. Senti um estouro e lá estava eu, toda molhada. A bolsa havia rompido! Eram 11h20.

Entrei no chuveiro para aliviar as dores das contrações que a esta altura começaram a ficar bem doloridas. Depois de algum tempo uma enfermeira apareceu para fazer um exame de toque. Eu reclamei de dor e de vontade de vomitar e ela disse que “seria um bom sinal”. Vai entender. Segundo ela eu estava com 7cm. O médico chegou. As dores estava cada vez mais fortes. Na verdade, muito fortes.

A cada contração a vontade de fazerr força era enorme. Eu estava deitada, mas queria levantar. Mas os intervalos estavam muito curtos e não tive forças para isso. A dor só aumentava e nesse momento eu pedi para “tomar anestesia”. A enfermeira disse que não era possível. Eu retruquei dizendo que era sim. E ela passou a dizer que se isso acontecesse eu iria acabar fazendo uma cesária. Naquele momento, pedi a noção da educação e falei que, comigo, chantagens não funcionavam comigo e que era possível sim. Além disso, era não era meu médico. A mulher saiu do quarto. Antes tarde do que nunca!

O médico me examinou e disse que eu estava progredindo e que não seria necessário anestesia. Segundo me disseram depois, eu ameacei chamar a polícia, porque ele estava me negando um direito! Coisas do ofício. Na verdade, eu não conseguia entender porque ele não queria autorizar a anestesia! Aquilo estava se tornando insuportável. Até cãimbra eu tive. Mandei o marido sair do quarto e chamar o médico. Quando ele entrou no quarto, falei que aquilo não estava certo. Eu havia feito um planejamento e nada estava acontecendo como eu queria.

Falei que a anestesia era possível e que o buscopam que eles haviam me dado não estava nem fazendo cócegas. E ele insistindo, dizendo que eu iria conseguir. Nesse momento eu disse: NÃO, não vou conseguir. Está doendo muito. A peridural existe, é possivel e eu quero! Foi quando fui informada que o hospital (único na cidade) não tinha o catéter. E que a única coisa que era possível era uma tal de “raqui baixa”, mas só quando a dilatacão fosse total.

Nessa hora amaldiçoei todas as gerações dele. Me sentia uma idiota. Eu não havia optado por um parto normal daquele jeito. A dor, aquela dor gigante, estava fora dos meus planos! Claro que tem níveis de tolerância e eu havia aguentado tudo muito bem por 12 horas. Mas depois que a bolsa rompeu tudo foi ficando mais forte do que eu aguentava. Aqui um parenteses para as guerreiras que não têm direito à anestesia (SUS) e aquelas que não querem. Mulher macha mesmo!

O tempo passando e eu implorando para acabar aquilo, dizendo que não iria aguentar. Nesse momento o médico me “lembrou” que eu havia dito que não iria desistir. E que ele iria conversar com o anestesista. Voltou, nem sem quanto tempo depois, dizendo que iriam fazer a raqui. Fui andando para a sala de parto. Ao que parece eu estava com 9cm de dilatação. Duas contrações depois e a dor milagrosamente se foi!

Era exatamente isso que eu estava pedindo. Ali, com o incentivo do GO, do anestesista, da pediatra, da enfermeira e do marido, passei 1h30 fazendo força. É claro que a anestesia tinha atrapalhado o progresso. Mas antes demorar do que sentir a dor que eu sentia.

No final, eu estava muito cansada e a dor estava voltando. Eu sentia uma queimação no útero e isso estava me deixando preocupada. Avisei o médico. Pedi para ficar de pé, mas não deixaram, já que eu estava anestesiada. Em algum momento, pedi para ele “puxar a cabeça”! Doida…

Ele chegou a tentar colocar o forceps, mas desistiu. Segundo me disse depois, o instrumento não serve para puxar a criança, mas apenas conduzir o bebê para a saída. Se o encaixe não está perfeito, não deve ser utilizado, caso contrário poderia haver complicações.

Lembro que pediram para eu fazer força, porque faltava pouco. Muito pouco. Nesse momento ele optou por fazer um pequeno corte. Lembro que fiz força, segurei muito o ar. E o bebê saiu! Finalmente! Senti ele saindo. E aquela queimação toda, a dor que já havia voltado, passou. Imediatamente.

Meu filhote foi colocado na minha barriga. Ele era grande! Bem diferente do irmão, que era um ratinho. 50cm! 3.300kg! Uma graça. Depois de alguns minutos o cordão foi grampeado e o marido cortou. A pediatra pediu para levá-lo. O marido foi junto. Nasceu tão bem que nem precisou ser aspirado ou coisa parecida.

Além do corte, acabei tendo uma lasceração. O médico explicou e fez as suturas. Não me importava, na verdade. Afinal, tudo havia acabado e a dor havia sumido! rs Me sentia tão bem, apesar do cansaço, que poderia ir andando para o quarto.

Pouco tempo depois trouxeram aquele serzinho e fomos nós dois juntos. Ele ainda sem banho. De olhos abertos. Fofo. Mamou assim que ficamos sozinhos.

Olhando tudo o que passei, a recuperaçao, não tenho dúvidas que o parto normal foi muito melhor. Sei que o relato parece diferente, mas queria que ficasse claro que dói sim. Mas é possível. O que percebo é que acabei refém de um hospsital mal equipado (apesar de eu estar pagando, é uma Santa Casa que está sofrendo intervenção municipal). Isso porque ele seria uma referência estadual no parto normal.

Acabei recebendo a anestesia depois de 2 horas do rompimento da bolsa. Quando as dores estavam, para mim, insuportáveis. Não é necessário isso. Não mesmo. Mas acabou sendo o que aconteceu comigo.

Caso a gente decida ter outro bebê, sem dúvidas será de parto normal! Mas terei o cuidado (e recomendo que você tenha também) de escolher bem o hospital. Não quero correr o risco de não ter um mísero catéter.

Não foi um parto humanizado, como pregam por aí. Mas sem o incentivo do médico, eu teria desistido, provavelmente. Não é fácil esperar algo e não ter acesso. Mas foi um parto lindo. Todos tiveram paciência com meus gritos, meus xingamentos. Esperaram meu bebê se adptar ao mundo. Não o submeteram a nenhum procedimento desnecessário.

E ainda ganhei nota 10 do médico! Que apesar de ter sido ameaçado de prisão (rs), encarou tudo numa boa. Sei que não foi dele a opcão de não dar a peridural. Por isso, não o culpo por nada.

PS: Se servir de incentivo, 4 dias após o parto e eu já estava entrando num short antigo. E olha e havia engordado 13kg! Hoje, um mês e 1 semana depois, já se foram 9,5kg… sem dieta. A barrriga está quase no lugar (apesar de mole) e eu nem fiquei inchada, como no parto anterior.
Você pode estar perguntando dos pontos… ao todo foram seis. Um certo incomodo durou 15 dias, nada que um remédio não aliviasse. Hoje está tudo cicatrizado. Perfeitinho.

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Oops we did it again!

Antes do que a gente esperava veio a notícia: grávida! De novo!
Diferentemente do que foi a outra vez, não foi milimetricamente planejado (por mim), mas foi querido. Só não imaginei que seria tão fácil. Hohohoho
Pensamos muito e chegamos a conclusão que não queríamos filhos espaçados. Queria todos (eu disse isso?) quase juntos para crescerem juntos e aproveitarmos a vida todos juntos. Não que a gente tenha essa coisa de serem melhores amigos porque isso só a convivência vai dizer se serão (eu por exemplo amo minha irmã, NUNCA brigamos a vida toda, mas nossos “melhores amigos” são outros… Ela é a minha irmã. Melhor de todas. Mas irmã). 
Juro que durante um bom tempo nem pensava em ter outro. Afinal ter um bebe que só passou a dormir a noite toda depois de 1 ano e quatro meses não é uma experiência que eu recomendo. Mas afinal, se o próximo for assim, que seja enquanto somos jovens aguentamos o “tranco”. 
Em resumo: quase 11 semanas de gravidez e mais um menino a caminho! 
O que está diferente? Quase Tudo. Um sono sem fim, uma falta de apetite gigante, um asco que várias comidas (pizza só na próxima encarnação), uma barriga que já apareceu (deve ser porque ainda estava tudo mole por aqui!)… De igual? As espinhas. Maledetas.
Ao que parece ganhei até agora 2kg (a balança da nutricionista marca muito mais do que a minha. Pode isso produção?). Vamos se como vou sobreviver com minha roupas de trabalho já que agora moro num lugar onde esfria… As calcas estão no limite da decência estética.  Pelo menos quando estiver de barrigão não vai estar fazendo 41 graus. 
😀
  
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10 dias!!!!

Pois é, meu filhote já tem 10 dias de vida! E já não lembro mais como era a minha vida sem ele (clichê, eu sei! mas e daí?)…

A DPP era dia 26/1. No dia 13/1 estive no hospital para fazer uma cardiotocografia. Já havia pequenas contrações e o rapazinho ainda estava sentado (apesar de todas as tentativas para fazer ele virar). Saí do exame com a data de 23/1 para o parto, caso nada se alterasse até lá. O engraçado que o médico me disse que tinha a “leve impressão” de que não chegaríamos até o dia 23…
O fim de semana passou e a barriga continuava a contrair. No sábado de noite as contrações passaram a ser acompanhadas por cólicas na lombar. Não eram dores, mas cólicas semelhantes às menstruais, só que nas costas! Nunca tinha sentido isso. E foi assim no domingo também.
Segunda eu levantei com uma colicazinha na barriga, mas nada de outro mundo. Depois do almoço, deitei um pouco e de repente uma cólica forte, que durou uns bons minutos, apareceu. Não liguei muito, achei que pudessem ser gases. Mas, em seguida, fui ao banheiro e vi um pequeno sangramento. Por mim estava tudo bem, afinal deveria ser o tampão mucoso, mas o pessoal de casa ficou transtornado. Atormentaram tanto que tive que ligar para o médico.
Antes resolvi arrumar a mala com as minhas roupas e terminar a mala do filhote, afinal o parto deveria estar perto. Liguei, enfim, para o médico e ele pediu para eu ir ao hospital para me examinar. Combinamos em fazer o exame de noite, depois de uma cirurgia que ele faria. Passados 5 minutos ele me liga, pedindo para eu ir para a maternidade em 40 minutos para me examinar, dizendo para eu ir “mais ou menos preparada”, sabe-se lá o que isso queria dizer.
Então fomos eu e o marido. Chegando, avisei a enfermeira que eu estava lá e ela pediu para esperar o “doutor descer” e me indicou um sofá. Sentamos e esperamos. Esperamos. Esperamos. E nada! Passada 1h15 eu resolvi saber o que tinha acontecido. Foi quando uma enfermeira disse que há tempos estavam atrás de mim e que eu deveria já estar na sala de pré-parto! COMO ASSIM, BIAL?
Em seguida liga o médico perguntando onde eu estou. Falei sobre o desencontro. Ele disse que precisava ir para outro hospital e que estava preocupado comigo. Ao que parece a equipe toda ficou a postos me esperando… eu disse que estava bem e que podia esperar. Ele ficou tenso. Em minutos desceu para a maternidade. Fizemos um exame rápido e constatou-se 2cm de dilatação. Resumindo: eu estava entrando em trabalho de parto. Problema: bebê pélvico.
O médico disse que a cirurgia teria que ser naquele dia mesmo, já que meu trabalho evoluia rápido e praticamente indolor. Eu ainda tentei argumentar, pedindo para esperar até o dia seguinte (confesso que não estava preparada psicologicamente para a cesariana, eu queria que ele virasse ainda…). Mas o doutor argumentou que o menino pudesse começar a sair e aí seria uma cesariana de emergência, o que não era preciso…
Acabei concordando. Sabia que (para mim) o parto normal era inviável (mesmo que tenham aquelas que encarem nessas circunstâncias). Voltei para casa e peguei as minhas coisas. Nesse meio tempo as dores foram aumentando de intensidade. Nada de outro mundo, mas ficar deitada era ruim demais. Fiquei sentada até o último minuto, já na sala de parto, quando recebi a anestesia. Antes disso, no pré-parto um momento de suspense, já que a jeca da enfermeira não achava no coração do filhote no cardiotoco… se eu fosse uma pessoa estressada teria tido um infarto. Longos minutos… acabou que ela só conseguiu encontrar no sonar.
O parto em si foi bem rápido. Nove minutos devidamente filmados pelo maridão que aguentou firme. Quando finalmente tiraram meu pimpolho uma sensação de vácuo tomou conta de mim. Sensação física mesmo. O anestesista disse ser normal, afinal o neném tinha saído e um vazio momentâneo ficou. Mas confesso que o vazio na barriga é estranho… não sentir ele mexer é estranho!
Quando o vi, rapidinho, tive a noção do qual pequeneninho ele era. Talvez pela posição que ficou na barriga crescer estava ficando inviável. Apesar de pequeno, nasceu dentro dos padrões da normalidade, com APGAR 9/10. Excelente, ainda mais porque ele estava pélvico e isso costuma abaixar a “nota”.

O único transtorno de tudo foi que a ala da maternidade estava lotada e eu precisei usar um quarto de outra, o que impediu de eu ver meu bebê por 12 horas, quando finalmente fui removida. Se tivesse sido parto normal, talvez eu pudesse ir andando até o berçário, mas por causa da cirurgia isso foi impossível. Não me trouxeram ele para não correr o risco de contaminação.

Meu pimpolho nasceu com 46,5cm e 2860kg (batendo com os dados do último ultrassom)! Pequeno, mas lindo!

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37 semanas!

Reta final! De pensar que faltavam longas 36 semanas quando descobri que estava grávida e agora menos de 3 nos separam do primeiro olhar.

Suas roupas da maternidade já estão (finalmente) na mala. Agora faltam as minhas. As outras coisas estão sendo guardadas em seus lugares, o bercinho foi montado (depois de seu pai descobrir quando foi montar que veio quebrado)…

No último ultrassom feito no consultório o médico disse que você é magrinho. Olhando a evolução do peso em todos os ultrassons feitos parece que é mesmo. Mas está dentro do padrão, seu e das curvas. Tamanho normal para sua idade. Será que ainda cresce mais?

Mas, teimoso que só, continua sentado. Ao que parece só 3% dos bebês chegam ao final da gestação em outra posição que não seja a cefálica e você foi escolher justo fazer parte da minoria. Segundo seu pai, está puxando, desde a barriga, a teimosia da sua mammy aqui.

E como teimosa que sou ainda não estou conformada com isso. Agora, depois de ficar que 4 e colocar as pernas para cima (como diziam pela internet), passei a fazer acupuntura e apelar para milagres. Não vou desistir assim tão fácil de ter você pelas vias normais. Cirurgia só em último caso, afinal, sou teimosa, mas não louca.

A torcida para você finalmente virar está grande. Ainda temos 3 semanas pela frente e espero que você colabore! Mammy ficará muito feliz! rs

Por enquanto ficamos assim, na espera. Em breve estaremos juntos, nós quatro (você, papai, mammy e Brisa, que está morrendo de ciúmes da barriga!)

Peso da mammy: 35 semanas 10kg a mais
Peso do feto: 2,5kg (com 36 semanas e 4 dias)
Tamanho do feto: depende da conta, mas varia entre 46,2cm e 49cm

PS: O berço foi comprado na Tok Stok. No sistema “você retira e monta”. Quando fomos montar, descobrimos que a lateral está rachada. Liguei no 0800 e tudo foi resolvido rapidamente. No mesmo dia efetuei a troca, sem qualquer burocracia. Aproveitei para abrir a caixa do berço novo lá na loja mesmo e (por incrível que pareça estava quebrado também!). Tudo foi resolvido na hora.
Se é para ter imprevistos, que sejam resolvidos sem dor de cabeça. Não tenho do que reclamar do atendimento da loja!

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Resumo das compras nos EUA

Um bom tempo atrás, postei contanto que a vovó coruja do meu filhote tinha ido viajar e aproveitei para comprar algumas coisas para ele, já que nos EUA era tudo muito mais barato. Agora percebi que não postei sobre essas compras.
Antes de tudo, preciso dizer que nada disso foi testado, já que o meninão ainda está na barriga (29 semanas!), mas pode servir de norte para quem vai viajar e depois de comparação para eu dizer se funciona ou não!
1. Carrinho

Maclaren Techno XLR Stroller
Por que? Queria um carrinho que pudesse ser usado desde o nascimento até a fase maiorzinha. Fechasse guarda-chuva e fosse o mais leve ever…
Preço: US$360 (se fosse comprar no Brasil R$1.649,90 na Toy Mania)

2. Fisher-Price Bouncer – Ocean Wonders
Por quê? Dizem que os bebês adoram dormir com o movimento vibratório. Não escolhi o balanço porque vi o vídeo e achei que o bebê “demonstrador” não estava nem um pouco a vontade nele!
Preço: US$45 (se fosse comprar no Brasil R$269,00 na Toy Mania – não tem esse em específico)

3. Tapete de atividades – Baby Einstein Baby Neptune Ocean Adventure Gym
Por quê? Dizem que estimula o bebê, já que é colorido, tem sons, espelho, pelúcias… melhor que deixar ele deitadinho sem nada para fazer, né? Se não quiser brincar, não brinca! rs
Preço: US$69,99 (se fosse comprar no Brasil R$469,99 na Toy Mania – não tem esse em específico)
4. Philips Avent BPA Free All in one Gift Set – Kit de mamadeiras
Por quê? É lógico que pretendo amamentar, mas tenho o bico do seio invertido e sei que isso dificulta a amamentação. Também pretendo continuar dando leite depois dos 6 meses. E a mamadeira é bem mais prático, danem-se as opiniões em contrário!
Preço: US$99,99 (se fosse comprar no Brasil seria uma piada de tão caro! Primeiro porque não vende o kit, então tem que comprar tudo separadamente… fiz a conta R$523,50 – na Toy Mania + Alô Bebê)
5. Summer Infant Dr Mon Nail Clipper Set (kit de cortador de unhas)
Por quê? Porque elas crescem, oras! rs Falando sério, acho que cortador é mais fácil que tesoura. Eu NUNCA uso tesoura nem em mim, imagine num bebê de mãozinha micro e que fica chorando? Quanto mais rápido melhor!
Preço: US$3,99 (se fosse comprar no Brasil R$11,99 cada na Toy Mania – não esse em específico)
6. Medela SoftShells for Inverted Nipples (concha para bicos invertidos)
Por quê? Como falei, quero amamentar, mas tenho um “problema” anatômico. Dizem que não impede, mas dificulta. Melhor prevenir…
Preço?US$15,99 (se fosse comprar no Brasil – não encontrei… na Chicco tem uma parecida R$69,90)
7. Lansinoh Brand Lanolin Topical Breast Cream (pomada de Lanolina)
Por quê? É a famosa, incomparável, indispensável, pomada para evitar bicos dos seios rachados! Não tem quem não recomende.
Preço? US$12,99 (se fosse comprar no Brasil R$57,90 na NutraVita)
8. Mustela Stretch Mark Intensive Action (creme contra estrias)
Por quê? Ainda pergunta? NINGUÉM quer ter estrias, ainda mais na barriga! A marca é extremamente recomendada. Estou usando, com outros dois cremes… prevenir nunca é demais…
Preço? US$38,99 (se fosse comprar no Brasil R$159,90 -OUCH! – na Nutravita)
9. Mustela Specific Support Bust (Creme para os seios)
Por quê? Tá de brincadeira, né? Peitos caídos, jamais!
Preço: US$26,99 (se fosse comprar no Brasil R$135,90 na Nutravita)
10. Mustela Post Partum Restructuring Gel (Creme firmador pós-parto)
Por quê? Depois de todo esse estica na barriga, é preciso uma aliado, além da ginástica, né?
Preço: US$38,99 (se fosse comprar no Brasil R$145,90 na Nutravita)
11. Munchkin BPA Free Soft Tip Infant Spoon – 6 Pack (kit de 6 colheres de plástico maleável)
Por quê? Porque estava barato e eu não resisto a coisas fofas e úteis
Preço: US$4,99 (se fosse comprar no Brasil R$26,90 na Alô Bebê)
12. Munchkin BPA Free Bowls – 5 Pack (kit de 5 tigelas de plástico)
Por quê? Mesmo motivo do item 11
Preço? US$ 5,49 (se fosse comprar no Brasil R$28,90)
13. Munchkin BPA Free Multi Plates – 5 Pack (kit de 5 pratos de plástico)
Por quê? Outra coisa bonitinha e baratinha
Preço? US$ 5,49 (se fosse comprar no Brasil – não encontrei, mas acredito que seria os mesmos R$28,90 do anterior)
14. Philips Avent Soothie – 6/18 months (kit de 2 chupetas para crianças de 6 a 18 meses)
Por quê? Sei que não é recomendado dar chupeta, mas tem horas que só isso acalma. Faz o quê? Ignorar a realidade? No kit Avent já vinha a de recém-nascido, comprei esse para quando for maior.
Preço? US$4,79 (se fosse comprar no Brasil R$29,90 na Toy Mania)
15. Philips Avent Fast Flow Nipple 2 pack (kit de 2 bicos de fluxo rápido)
Por quê? Para aproveitar a mamadeira quando o meninão for maiorzinho.
Preço? US$4,99 (se fosse comprar no Brasil R$16,90 na Toy Mania)
16. Munchkin Snack Catcher BPA Free 2 Pack (kit de 2 potes de lanches)
Por quê? Mas uma coisa fofa e útil. Nada melhor do que algo que segura os biscoitos sem derrubar no chão ou dentro do carro e é fácil de enfiar a mão!
Preço? US$7,49 (se fosse comprar no Brasil R$28,90 cada na Alô Bebê)
17. Munchkin Stroller Cup Holder (“segurador” de mamadeiras e garrafas)
Por quê? Achei algo prático para colocar no carrinho e deixar as mãos livres.
Preço? US$7,99 (se fosse comprar no Brasil – não encontrei)
18. Lansinoh 60ct Disposable Nursing Pad (absorventes de seios – pacote com 60)
Por quê? Ao que parece os seios vazam leite. Ficam com o soutien sujo não dá, né? E esses têm uma fita autoadesiva, para mantê-los no lugar.
Preço: US$28,02 (eu comprei 3 pacotes! EXAGERADA é o meu sobrenome) Se fosse comprar no Brasil R$137,70 (por três pacotes)
19. Lansinoh Soothies Gel Pads (“mini bolsas” de gel para os seios)
Por quê? O frio alivia as dores nos seios (colocar algo quente estimula a produção de leite e pode até chegar a casos de mastite).
Preço?US$11,99 (se fosse comprar no Brasil – não encontrei)
20. Mustela Hydra-Bebe Face Moisturizer
Por quê? Foi brinde! ADORO!
Preço?US$10,49 (se fosse comprar no Brasil R$32,90)
21. Desitin Diaper Cremy 1lb. (pote de creme para assaduras)
Por quê? Pesquisando sobre o assunto, a conclusão foi que esse é o melhor creme de assaduras. Mas como não se sabe se o meninão vai ter alergia ou não, comprei 2 potes. Deixei para usar as bisnagas brasileiras mesmo, na bolsa.
Preço? US$13,49 cada (se fosse comprar no Brasil – não encontrei nenhum potão igual)
22. Sassy Teethint Feeder 2 Pack (“alimentador” para
Por quê? Achei interessante o conceito de colocar uma fruta dentro e deixar o bebê aproveitar, sem medo de engasgar. Não gosto de legumes e verduras, mas adoro frutas… queria que o neném fosse mais evoluído que eu! rs
Preço? US$11,99 (se fosse comprar no Brasil – R$23,90 cada da Munchkin na Toy Mania)
23. Munchkin Inflatable Yellow Duck Tub (banheira inflável)
Por quê? A família (digo avós) tem casa em 4 lugares diferentes. Só de pensar em ficar carregando uma banheira para cima e para baixo me dá arrepios. Achei essa tão legal e prática! A questão é saber se funciona!
Preço?US$11,99 (se fosse comprar no Brasil R$119,88 na Abracadrabra)
24. Munchkin Stoller Organizer (organizador de carrinho)
Por quê? Estou começando achar que estou neurótica com essa coisas de “tudo limpo e organizado”. Mais um item que achei prático, para deixar tudo à mão…
Preço?US$12,74 (se fosse comprar no Brasil R$54,28 na Abracadabra)
25. Huggies Natural Care Wipes – 576 CT (pacotão com 576 lenços umedecidos)
Por quê? Água é essencial para limpar aquele bumbum sujo, mas nada como algo para dar uma ajuda e um cheirinho depois! Comprei 2 desses pacotões para usar em casa e ir preenchendo de refil nos pacotinhos de deixar na bolsa (quando chegaram recebi um telefonema da minha mãe preguntando se eu tinha surtado! kkkk)
Preço?US$31,58 (2 pacotes) Se fosse comprar no Brasil – esse pacotão não existe, mas fazendo as contas de quantos lenços vem na maior embalagem… R$239,29)
26. Boon Grass Countertop Dryng Rack (escorredor de mamadeiras)
Por quê? É preciso ter um, fato. Achei esse muito fofo!
Preço?US$17,99 (se fosse comprar no Brasil R$99,00 na BBTrends)
27. Chicco Caddy Hook on Chair (cadeirinha suspensa)
Por quê? Facilita quando, novamente, se tem 4 casas diferentes para visitar e não tem cadeirão tem todas!
Preço?US$37,99 (se fosse comprar no Brasil US$269,90 na Bebê Store)
28. Fisher-Price Ocean Wonders: Take Along Projector Soother
Por quê? É um brinquedo. Aliás, o único que comprei. Não comprei móbile porque o meninão vai usar um da prima que foi nós mesmos que demos, da Fisher-Price, de peixinhos.
Preço?US$20.99 (se fosse comprar no Brasil R$149,90 na Toy Mania
29. Maclaren Light Packaway Footmuff (“cobertor” de pernas para carrinho)
Por quê? Uma das casas dos avós fica na serra. Nós vamos muito para lá. Nada melhor que algo que prende no carrinho. O cobertor ficar caindo, enrosca. Isso é feito para proteger as perninhas do bebê.
Preço? US$49,98 (se fosse comprar no Brasil – não encontrei)
Isso foi basicamente o que comprei na Baby’r’us e mandei entregar na casa onde minha mãe estava hospedada. Não comprei a cadeirinha de carro porque vai herdar o bebê conforto novinho da prima. Depois vamos comprar uma cadeirinha “permanente” (como essa da Chicco – já que, como o carrinho, não quero ficar comprando coisas que têm que ser substituídas depois que o bebê cresce).
O resto foi roupa, roupa, roupa, cobertor, toalhas de boca, roupão (!), etc
Não ficou barato, é lógico. Mas minha mãe estava viajando, então os gastos dela não foram incluídos, o que (comparando com o que seria comprado aqui), compensou. Eu gostaria de ter ido pessoalmente (comprar pela internet é legal, mas ver ao vivo é muito melhor), mas minhas férias ficaram para novembro do ano que vem!
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24 semanas!

Sexta-feira passada finalmente fizemos outro ultrassom (o do consultório não vale, não dá para ver nada!). Você está crescendo muito, filhote.
Segundo o médico que nos atendeu, está tudo bem com você. Batimentos cardíacos estáveis, válvulas do coração funcionando, osso nasal presente, mãos e pés, boquinha sem sinal de lábio leporino… Ao que parece você está com 32cm de comprimento (da cabeça aos pés) e pesa em torno de 610g! Tudo isso com 23 semanas…
Por falar em medidas, achamos que seu nariz é igual ao do seu pai. Tá certo que a imagem não é perfeita, mas era muito parecido com a fotinho do seu pai recém-nascido. Como mammy não aguenta de curiosidade, no começo de dezembro vamos fazer aquele ultra 4D (não, não tem cheiro, são 3 dimensões + movimentos, por isso 4D) para ver o seu rostinho.
Por falar em ansiedade, uma das coisas mais engraçadas que percebi nesses meses que você está aqui na minha barriga é que, apesar de o tempo passar muito rápido (só faltam 3meses e 19 dias para você chegar), ele passa muito devagar (ainda faltam 3 meses e 19 dias para você chegar!!). Eu sei, parece contraditório, mas não é! Quando a mammy piscou o olho, percebeu que ainda nem comprou o seu berço, nem terminou o enxoval, mas ao mesmo tempo parece que falta tanto tempo para você chegar…
Por enquanto as coisas estão no mesmo ritmo. Aulas de pilates, drenagem linfática, MUITO trabalho… Esse MUITO trabalho quase me matou de ansiedade. A pressão no mês que passou foi incrível. E o desconto foi, lógico, no chocolate. Consequência? O peso!
Você está a cada dia mais agitado. A mammy sente você pular e chutar o tempo todo. Seu pai adora ficar com a mão na barriga esperando você se manifestar. Ele é tão mala que chega a dar uns tapinhas nela quando você está parado… e o pior é que você responde!
Hoje estamos há 24 semanas juntos. Isso daria 6 meses nas contas normais, mas como esse cálculo é feito da DUM, na verdade estamos há 5 meses e meios juntos. E fica cada dia melhor!
Idade gestacional: 23 semanas (vamos fazer as contas com o exame da semana passada, tá?)
Tamanho do feto: 32cm
Peso do feto: 610g
Peso da mammy: 59,4kg (2kg em 5 semanas! A nutricionista ficou um pouquinho brava, mas como foi um mês de muito desconto no chocolate e a somatória total foi de 5kg, eu ainda estou bem! rs)
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Aumento de peso na gravidez

Uma das maiores preocupações da grávida é, sem dúvidas, o peso. E percebo que hoje, além da pressão externa para engordar pouco, os médicos contribuiem muito para o estresse.
É lógico que é mais saudável engordar somente o necessário. Infelizmente o aumento exagerado de peso traz consequências médicas não desejáveis para a mãe e para o bebê. E, piorando mais o cenário, não somos celebridades para aumentar 20kg e voltar a boa forma em poucos meses, já que não dinheiro não dá em árvore e uma coisa dessas exige nutricionistas, intervenções estéticas, muita ginástica, etc, etc Nós, mortais, temos que cuidar da casa, do filho que chegou, do marido carente, do trabalho… e o tempo para cuidar de nós fica raro.
Mas a questão é: quando engordar? Isso varia muito de pessoa para pessoa. A altura, o peso anteior, os problemas de saúde, tudo influencia na conta final. Uns dizem para não se passar dos 11kg; outros, dos 9kg.
Fuxicando na internet, achei essa tabela no site da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais. Trata-se de uma curva de peso utilizada para o acompanhamento das gestantes no Programa Saúde da Família.Ou seja, é algo sério.
Nela é possível ver as 4 curvas de comparação. A leitura é simples. Se você está na curva mais alta, está com o aumento de peso no limite do aceitável (P90), Se está na mais baixa, significa que quase não aumentou. Entendo que o ideal é estar no meio, né? Se algum médico passar por aqui e quiser corrigir…
Eu estou com 23 semanas. O aumento de peso foi de 5kg até agora. O que me coloca exatamente entre o P25 e o P50. Fiquei mais tranquila. Estou dentro de um bom padrão. E vocês?