Publicado em família, inquietações

Vida que continua

Olhando as últimas postagens deste blog dá para perceber que não existe outro assunto, aqui só aparecem relatos da vida dos meus pimpolhos.

O que começou como um blog do meu dia-a-dia, das minhas reclamações e impressões da vida, aproveitando a onda de blogs de 7/8 anos atrás, hoje é um diário mensal da vidinha das crianças.

Não, não sou mãe em tempo integral. Trabalho, e muito, fora de casa. Um trabalho que amo, que é fruto do meu esforço e do meu estudo e que me realiza a cada dia. Sim, eu tenho outros assuntos que não os filhos, mas quando chego em casa, ao invés de postar, quero ficar com minhas crias, comer (com calma, quando possível), conversar com o marido… E todas as coisas engraçadas, tristes, diferentes que eu vejo naquelas audiências ficam em segundo plano. Todas aas novidades da minha vida acabam que não precisam ficar registradas…

Desde que meu primeiro filho nasceu muita coisa mudou na minha vida. E eu não reclamo. Hoje, grávida do terceiro (sim, terceiro; não, não sou louca, apenas bobeamos mesmo), com quase 37 semanas de gestação, olho para trás e vejo que poderia ter sido diferente. Afinal, três filhos em 3 anos e meio não é brincadeira. Mas no fundo não mudaria nada…

Não mudaria porque a escolha foi nossa, (quase) consciente. Não somos pais perfeitos. Perco a paciência muitas vezes. O marido vez ou outra finge que não está vendo e não ajuda. Os meninos nos enlouquecem dezenas de vezes. Mas somos muito felizes.

Nós poderíamos estar aproveitando os frutos do nosso trabalho e viajando muito, comprando muito, vivendo a vida de casal muito. Mas gostamos de ter os meninos em casa. Gostamos de viajar com eles, mesmo que seja muito mais cansativo e limitado. Não, crianças não limitam a vida de ninguém, mas mudam perspectivas e objetivos.

Vez ou outra eu penso “serão três”… não dormirei pelos próximos meses novamente, será difícil ir com os três a um restaurante… viajar? Só se for alugando uma casa, afinal hotel raramente aceita 05 em um quarto! Mas logo em seguida, fico feliz em ver que crescerão juntos, sendo amigos. Que estamos formando dois (logo três) serem humanos cheios de sonhos e imaginação.

E a vida segue…

Anúncios
Publicado em inquietações, maternidade

Babá ou escolinha?

Tá aí talvez uma das maiores polêmicas da maternidade, tal como parto normal ou cesária, por exemplo. Existem radicais de todos os lados e nós, mães “normais”, no meio do fogo cruzado!

Desde que fiquei grávida nunca pensei na opção “babá”. Primeiro porque eu iria mesmo ficar de licença por 6 meses e queria eu mesma cuidar do meu filho. NÃO foi fácil. Quem já teve a oportunidade de ler os posts sobre as noites (muito) mal dormidas que tive ao longo de um ano e quatro meses sabe do que eu estou falando.

Mas eu tinha na época, e ainda tenho, a convicção de que nós temos que estar próximos dos nossos filhos, pelo menos enquanto ainda estamos de licença. Afinal, para eles, nós somos seu porto seguro. Simples. Cheguei a ser levemente pressionada para pelo menos ter alguém olhando ele nos fins de semana para eu ir no cabelereiro (kkkkkkkkkkkkkkkk). Como se isso fizesse parte da minha rotina alguma vez na vida! Recusei solenemente.

Mas quando voltei a trabalhar, também não cogitei ter uma babá. Primeiro porque meu marido poderia dar uma bela “mão” em tudo. Eu não sou daquelas mães que acham que o marido/pai é um ser fora da realidade materna, pelo contrário. Aqui ele sempre fez e faz tudo. Deu banho, deu mamá, fez dormir, só ele fazia arrotar, sai para passear sozinho… Então, com a volta ao batente, ficou com ele o “encargo” de cuidar do pequeno durante as tardes. Quando o filhote completou 8 meses, foi matriculado na escolinha.

Confesso que não fiz qualquer pequisa. Tenho um colega de trabalho com um filho da mesma idade e que a esposa, bem mais neurótica e natureba que eu, já tinha visitado todas as poucas boas escolas da cidade e escolhido uma. Fomos lá, gostamos, e fizemos a matrícula.

Coisa mais linda o pequeno de uniforme. Eram 6 bebês, quase todos sem andar, na salinha, toda acolchoada, cheia de brinquedos. Tinha parquinho, jardim, bichinhos… tudo lindo até a primeira pneumonia em pleno verão e uma internação hospitalar de 3 dias.

E aí começou a saga dos problemas respiratórios recorrentes e das outras 5 pneumonias. Bastava um coleguinha aparecer doente, que o porqueira ficava também, mas elevado à décima potência. Por quê? Só Deus sabe. Temos histórico de problemas pulmonares/respiratórios na família, inclusive eu tive crises de bronquite até sair da faculdade. Poderia ser isso. Mas talvez a falta do leite materno nos primeiros meses tenha também contribuído para a baixa imunidade.

Então, diferentemente de outras famílias que, pelos mais variados motivos não deixavam de levar seus filhos doentes à escola, contribuindo assim para a disseminação e contaminação interminável de vírus, nós nos “virávamos nos trinta” para ficar com o filhote em casa, descansando. Noites e noites de inalação, antibióticos (dos mais comuns até os que nunca tinha ouvido falar), corticóides… Foi assim até abril.

Viajamos para a Disney e o porqueira ficou lá 20 dias sem nem espirrar. Isso porque estava em contato direto com milhares de pessoas desconhecidas, com seus vírus e tudo, achamos que tinha passado. Ele já estava “grande”. Voltamos de férias e já na primeira semana de escola, outra pneumonia. Poxa! Assim não estava dando.

Ele sofria, nós sofríamos, sem contar que a escola estava sendo religiosamente paga, mesmo sem ele ir. E assim começou a surgir a palavra “babá” em casa. Primeiro minha mãe, depois minha tia, seguidas do meu marido. E eu? Relutante. Confesso que não queria privá-lo do convívio com outras crianças (apesar de que ele estava mais ausente que presente) e não queria uma pessoa dentro de casa somente para “olhar” meu filho. Trabalho com direito penal e sei muito bem do que as pessoas são capazes. Coisa meio paranoica, eu sei.

Na escola, por piorzinha que seja (e isso não era o caso daquela), a criança tem estímulos bons. Não digo que é ensino, porque não tem cobrança por resultados, né? Mas é aprendizado, desenvolvimento motor, psíquico… Sem contar que tem outras pessoas olhando. A change de “algo dar errado ou estar errado” é menor.

E eu enrolei essa história por longos 2 meses. Até que decidimos que, com a chegada do inverno, ele não voltaria para a escola. E agora? Onde achar uma “babá” nesta cidade? Onde eu teria referências? Acabamos tendo a indicação de duas, sendo que uma delas, a primeira contatada e a mais velha, não deu as caras no dia da “entrevista”. Compromisso para quê, gente!

A outra, da minha idade, por sinal, veio e logo já estava trabalhando. Tive sorte, essa é a palavra, por ser uma moça que tinha uma pequena experiência no assunto, já que trabalhou em creche municipal, como “monitora”, por 3 anos. Então, o mínimo ela sabe. Além disso é uma pessoa muito calma, fala baixo, tem uma paciência gigante, brinca bastante e o melhor, ajuda no desenvolvimento do lindão. É um tal de giz de cera (alguns desenhos escondidos na parede de casa…), massinhas, futebol no campinho. Moramos em frente a praia e todos os dias o porqueira fica mais de uma hora brincando na areia. Chega em casa mais empanado que croquete.

Mas algumas coisas não mudaram. Ela só vem durante a semana, já que fim de semana ninguém aqui trabalha e não precisa de babá. Vai embora no final da tarde, quando o marido chega em casa. É responsabilidade dele dar o outro banho, o jantar e ficar com o pequeno até eu chegar. E assim ele fica comigo até a hora de dormir.

Para nós, neste momento, foi a melhor opção. Não condeno as outras mães que tem babás mesmo sem trabalhar, porque só a gente sabe onde o calo aperta. Mas eu não queria alguém que fosse minha substituta, mas sim meu auxílio. Morei em uma cidade onde as babás iam para o clube do condomínio, nos fins de semana, com os pais e o bebê, e entravam de roupa na piscina, pois não podiam por maiô (sabe se lá porque), para brincar com as crianças enquanto os pais conversavam animadamente, sem nem interagir com o próprio filho. Não acho isso certo, sinceramente.

O tempo passa tão rápido, nós somos tão absorvidos pelo trabalho, que, infelizmente, num piscar de olhos eles crescem e saem de casa (#dramaqueen). Ajuda nunca é demais, ter aquelas horinhas só para você, é algo de incrível. Mas acho que relegar a outro todos os momentos do seu filho é triste. O importante é o equilíbrio e isso varia conforme a família, né?

Publicado em inquietações, vida

Eu voto 45!

Abri mão do recesso desse blog porque PRECISO desabafar. O assunto é espinhoso, e provalmente terei comentários em sentido contrário (para não dizer mal-educados ou até mesmos grosseiros, já que talifã há em todo lugar), mas cheguei à conclusão de que tenho que me posicionar.

Eu voto no Serra! Aí você me pergunta: o que eu tenho a ver com isso? E eu te respondo: Tudo!

Não dá para ficar aqui passiva assistindo ao horário político (sim, eu tenho TV à cabo mas estou assistindo aos programas eleitorais todos os dias), ouvindo as maiores babaridades, mentiras, distorções que o programa da situação traz todos os dias. Eu não consigo.

Eu não consigo ouvir que foi o governo Lula que acabou com a inflação (afinal o plano real fez o quê);

Que foi o governo Lula que acabou com dívida externa (sendo que ela soma US$226 bilhões!);

Que foi a Dilma que fez o PAC (programa esse que até agora não atingiu nem metade dos objetivos; que teve, em 2009, apontadas pelo Tribunal de Contas da União irregularidades em 30 das 99 obras fiscalizadas, das quais foi recomendada a paralisação de 13!!!! Tribunal de Contas esse que o Governo – “esquecendo” da autonomia do Tribunal – tentou desqualificar)

Que, apesar de ter um cargo público, o presidente se esquece disso e faz campanha descaradamente (com a alegação de que faz “fora do horário de serviço”; como se fosse possível ser presidente das 8h às 17h) levando a canditada para inaugurar obras com o único intuito de fazer a população acreditar que tudo foi por interferência da Dilma;

Que a canditada, apesar de ter tido ser a favor do aborto, mudou de opinião com o simples objetivo de não perder votos. Ressalta-se que SOU A FAVOR do aborto e não acho errado alguém mudar de opinião. Errado (cara-de-pau) é mudar o discurso conforme a platéia.

Que até o escândalo do “mensalão” a “mega candidata” era apesas mais uma dentro da estrutura governamental inchada do PT. O canditado era o José Dirceu, depois o Palocci. Mas todos sabemos o porque deles terem sido descartados!

Que, apesar de todas essas falcratuas estarem acontecendo nos escalões mais altos do governo federal, a canditada, o presidente, ninguém, “Viu, ouviu ou fez nada”!

Que o presidente assinou “SEM LER” o PNDH3!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Se você não teve curiosidade em ler o conteúdo, basta clicar aqui. Trata-se de um programa/objetivo governamental para a elaboração de leis e aplicação de recursos em políticas públicas que, dentre outras coisas, prega a necessidade prévia de “conciliação” entre o proprietário de terra e os invasores, sem isso não seria possível acionar o Judiciário! Ou seja, em uma cartada o governo afastaria a “inderrogabilidade do acesso ao Judiciário” e esfraquece o direito de propriedade.

Que esse governo que pretende permanecer no poder passou (contrariando todo nosso histórico de defesa dos direitos humanos e alinhamento a governos democráticos) a apoiar ditadores escancarados (vide o Irã) e esrrustidos (dá-lhe Chaves). Sendo que viajou mais que o FHC (que ele tanto criticava) e nessas viagens esteve em pelo menos 8 ditaduras na África (desfilando em carro aberto e tudo).

Que é esse governo que tenta de todo mudo criar uma Agência de “regulamentação” da impressa e outra para o cinema.

Eu não quero como presidente uma mulher que participou de um grupo guerrilhero, que participou de sequestros e de mortes. Pouco importa os motivos. O Governo Militar foi umas das piores coisas que aconteceu no Brasil em termos de liberdade e garantias dos direitos humanos. Mas muitos (inclusive o Serra) lutaram de forma limpa. Sem armas! Mas com idéias. Ao pegar em armas, todos se igualaram. Por baixo, diga-se de passagem!

Fica claro que governo extremista (seja ele de direita ou de esquerda) é tudo igual. Com a diferença que nesse momento o governo não tem uma conjuntura internacional (como aconteceu na Guerra Fria) para pegar e armas e fazer a “revolução”. Se pudesse, faria.

Eu poderia passar a noite escrevendo os motivos de votar no Serra, mas paro por aqui. Eu não tenho a ilusão de que o Serra é o governante perfeito. Não é. Mas o governo anterior não chegou aos pés desse atual nos descalabros e desmandos. Nunca antes na história desse país (para usar uma frase que nosso Presidente mais gosta) tanta falta de vergonha ficou tão evidente!

Eu voto numa pessoa que tem história de vida honesta. Que estudou. Que trabalhou (e não quebrou sua loja de “1,99” por pura falta de competência administrativa).

Eu NÃO tenho medo de privatizações. Papel do governo é social (social democracia, já ouviram?) e não ser proprietário de empresas. Privatizar não é coisa do “demo”. Se a não tivessemos privatizados a telefonia até hoje estaríamos precisando de telefonista e comprando telefone (que levavam anos para ficar disponíveis) por preços absurdos! Isso é só um exemplo, mas eu poderia citar outros vários, como as estradas esburacadas (alguém lembra que era melhor andar pelo acostamento da Dutra do que pela pista?), os carros a álcool (e viva a crise do Petróleo!), etc

E é por isso que eu digo que você tem tudo a ver com isso! Porque você tem até o dia 2 de outubro para por na balança e decidir se você quer continuar assim ou se quer mudar. Não mudar para voltar ao passado (como a campanha da Dilma insiste), mas mudar para voltar ao caminho da democracia, antes que não tenha mais volta.

Publicado em inquietações

Aguenta coração

Eu estou aqui assistindo à “tortura política” de cada dia, enquanto a novela não começa.

Hoje é dia dos canditados à presidência, então não tem muita graça. Afinal, as figuras mais engraçadas que aparecem na TV estão buscando “cargos menores”, por assim dizer (pausa para um desabafo: que país pode ser levado à sério com candidatos do porte do Tiririca, Mulher Pera, Netinho de Paula… isso só para citar os conhecidos!).

Mas tem uma coisa que me deixa intrigada. Qual o partido ou candidato acredita que falar coisas como “sempre lutou contra os partidos de direita”, “contra burguês, vote 16”, “vamos fazer a reforma agrária, acabar com os grande latifundiários e outros safados em geral”, “vamos honrar a cadeira do Carlos Larceda” traz votos suficientes para ganhar alguma coisa?

Será que a pessoa acredita nisso que ela fala? Será que essas pessoas também não fazem parte da burguesia que eles tanto condenam? Ou são todos camponeses, que vivem do que plantam, em um sistema comunitário? Aliás, o que é essa burguesia? Somos nós, classe média? Ou os empresários? Ser empresário é crime? Afinal, quem gera emprego nesse país?

Confesso que fico confusa com tudo isso…

Publicado em inquietações

Are you nuts?

Foto tirada daqui ó

Você percebe que tem gente que está pirando o cabeção com esse negócio de “qualquer-coisa-verde” quando assiste a uma entrevista na qual o sem-noção do entrevistado se orgulha de tomar somente 2 BANHOS POR SEMANA (ele, a mulher e as duas filhas incluídas nessa brincadeiras também; não quero nem pensar quando elas estão “naqueles dias”)! Tudo para contribuir com o planeta!

E não é tudo, ele traz para casa as toalhas de papel que usa no BANHEIRO DO ESCRITÓRIO e na cozinha do escritório. Isso porque elas podem ser utilizadas mais vezes em casa, já que absorvem bem!

Juro que vi isso ontem na Oprah! E olha que o cara tinha aparência de normal. Nada de barbonas e roupas hippies.

Gente, onde é que esse mundo vai parar? Trocar lampadas por mais econômicas; apagar luzes de cômodos vazios; reciclar; usar combustíveis menos agressivos ao meio-ambiente; não largar a torneira aberta sem motivo, nem tomar banho demorado; etc Tudo é compreensivo e eu sou a primeira a fazer (e encher o saco para que todos o façam). Mas daí a economizar no número de banhos… se depender de mim, o planeta morre!

PS: Existem mais exemplos de eco-surtados (porque eco-chatos são fichinha para eles): pessoal que prega o uso de absorventes reutilizáveis de pano (minha avó deve estar se revirando no túmulo só de lembrar do sofrimento daqueleas “toalhinhas”), uso de fraldas de pano (quem vai lavar vai ser uma “secretária” mesmo, né?), roupas de algodão cru (sem processo de industrialização; revolução industrial para quê?), comidas sem fertilizantes (queria saber como vão abastecer 6 bilhões de pessoas com uma rocinha orgânica!)…

Publicado em inquietações

CORAGEM!

Mensagem no orkut de uma pessoa conhecida:

AnCiosa para a fomatura. Sou formanda em Letras-Inglês, com muito orgulho!

“MEOOOOO DEOOOOSSSSSS” como diria o outro… E olha que a faculdade não é nenhuma porcaria, não!

De pensar que são essas pessoas que vão educar nossos filhos! SOCORRO! Me lembra bem uma professora primaria que tive (segunda série). Ela tinha um problema (ou seria POBREMA?) com o L e o R… era um tal de pRaneta, pRanta que não tinha fim.

Eu sei que muitas vezes a questão é médica (talvez uma fono ajudaria). Minha irmã mesmo tem um professor. Ele é doutor (daqueles que fez mesmo doutorado)na especialidade dele em medicina. Mas fala tudo errado! Para delírio dela (minha irmã) que não se aguenta de tanto rir (vocês não tem noção do que é ela rindo) na sala… ele cRica no mouseR do computador para mostrar a questão da hemogRobina!

Mas daí a professoras primárias falarem ou escreverem errado desse jeito, não dá! É demais. Elas lidam com pessoas em formação. Um universitário sabe (ou deveria saber) como se escreve ou fala, mas uma criança de 7 anos… É duro, viu?

Publicado em inquietações, vida

Despedidas?

Talvez hoje seja meu último dia como moradora da Terra de Malboro. Estou indo fazer prova e dependendo do resultado não volto morar aqui. O marido vai organizar a mudança sem mim…

Ainda vou ter que voltar algumas vezes em razão da pós-graduação. Mas não é a mesma coisa. Ainda não falei com os escritórios sobre a minha saída (vou fazer isso com 30 dias de antecedência) e sobre a indicação de uma colega para ficar em meu lugar. Ainda não avisei a diarista. Confesso que estou morrendo de pena de deixar a mulher sem emprego, mesmo sabendo que ela vai arrumar algo logo.

Não falei com nenhum colega das aulas. Não sei me despedir das pessoas. Tem coisa mais triste que isso? Mudei tanto de cidade, conheci tantas pessoas e até hoje não sei dizer adeus. Prefiro sair de fininho… Ainda mais quando sei que não vou voltar a vê-las. Parece que dói menos. Até nas faculdade foi assim. Não quis ir no último dia de aula.

Espero voltar com boas notícias. Domigo tem prova, e apesar de “gripe burrina” que me assola, estou confiante! See you…