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Insensato Novelão*

Pois é, assiti a novela desde o primeiro capítulo. Não era tão boa quanto a anterior dos mesmos autores (Paraíso Tropical era incrível), mas não era de se jogar fora.

Descontei o casal sem sal e com excesso de açúcar protagonista, afinal, eu geralmente não gosto do par romântico mesmo! Relevei algumas barbaridades jurídicas (sim, o mocinho condenado em primeira instância por um homicídio culposo e que ficou paraplégico no acidente foi preso! Sim, a mulher está em liberdade condicional muda de Estado, viaja para o exterior, tira passaporte e não tem o benefício revogado! Para quê um consultor jurídico mesmo?), todas as novelas têm.

O tempo foi passando e todos torcendo pela vigança na Norma. Glória Pires arrasando quarteirão a cada cena. Todos perdoando as “maldades” que ela fez pelo caminho (uma mortizinha aqui outra ali, sempre indiretas, um golpe ou outro), afinal o povo queria sangue! Queria ver o “bandido” finalmente aniquilado. Aquele safado sem escrúpulos.

O ápice da novela foi o reencontro. Ela rica, poderosa e gatona. Ele já no fundo do poço. E o que acontece? Uma vingancinha digna de novela mexicana de quinta (tá, eu assistia Marimar, mas não conta pra ninguém). Ela faz ele de “escravinho” por algumas semanas, olhando tudo pela TV devidamente instalada. Depois, passa a se envolver com ele.

Mas cadê o conflito disso? Não tem! Ela nem remói a raiva de gostar do cara. Ela não tem vergonha de levar o cara para o casamento do irmão que ele detesta com a mulher que era dele. Ela chega ao cúmulo de dar um cartão de crédito para ele e agora vão fugir juntos. Tenha santa paciência!

Ok, ok… a Norma é a dona do tal “Insensato Coração”, e não a Marina ou o Pedro. Mas ela precisa ser tão burra? Precisa acabar com sua própria torcida? Precisa ser um ser tão sem conflitos?

Por essas que outras que faz semanas que não assisto. Vejo o resumo no site da Globo e já me revolto. Só volto a assistir na última semana, se eu não tiver coisa melhor para fazer… pena Gilberto!

*O título desse post é em homenagem a uma das “personalidades” mais engraçadas do Twitter: @nairbello ! Sim, ela já morreu, mas quem se importa com isso? Love you, Nonna!

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Pelo fim dos absurdos jurídicos em novelas!

Passione está na reta final e estamos todos (tá certo, quase todos) fazendo apostas para sabem quem matou o Saulo e o Dr. Eugênio. O autor já disse que a faca vai ser encontrada na casa do Fred e que 4 pessoas vão passar por lá antes disso, então, concluo que o Fred só matou a Mirna mesmo…

Mas não é sobre isso o motivo desse post. Mais uma vez a lei é ignorada de forma absurda e eu não consigo me calar! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Segundo entendi do capítulo de segunda, a Clara é que, ao invés de enganar a todos, foi é mesmo enganada. Quando todos achavam que ela tinha mesmo arrumado um aliado, descobrimos que ele era investigador e tinha se unido ao Totó (futura vítima) para pegar a bandida. Até aí tudo bem… o problema foi o final da história.

A Clara foi acusada de tentativa de homícídio. Mas como isso é possível se tudo estava armado e o revolver tinha balas de festim? Como alguém pode matar outra pessoa com algo que não mata?

Se você deve estar pensando: Ahhhhhhhhhhh mas ela quis matar! Portanto, tentou! Mas não é tão simples. Para se ter uma tentativa de crime é necessário que ele se inicie, ou seja, que a execução tenha começado. Querer, plenejar (até mesmo comprar uma arma) não é crime (salvo em rarissimas exceções). Portanto, a Clara querer matar o Totó (pode até anunciar isso aos quatro ventos), comprar a arma, clonar o controle, nada disso é execução de crime de homicídio.

E não para por aí. É impossível você matar uma pessoa com munição de festim! Seria o mesmo que matar alguém com espoleta ou com uma arma de bolinhas! E por ser absolutamente impossível que alguém morra dessa maneira (sem contar que tudo foi armado, o que descaracteriza qualquer tipo de flagrante) é que a Clara não cometeu crime nenhum, muito menos tentativa.

Isso tem um nome técnico: crime impossível!

Portanto, ao menos que isso seja explorado pelo advogado dela, eu continuo aqui minha campanha: pelo fim dos absurdo jurídicos em novelas! GLOBO CONTRATA UM CONSULTOR!

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Do baú

Confesso que gosto de música de velho! #prontofalei

Para mim não tem essa de Fresno ou Restart, Justin Bibier ou Rihanna. Eu gosto mesmo é de Phill Collins, Lulu Santos, Bee Gees, Carpentens, Beatles, Skank, Paralamas, Tears for Fears…

Por isso eu AMO TITITI! Não tem coisa melhor que ouvir as músicas que me faziam ficar grudada no rádio; dedos a postos para apertar o botão de REC e gravar minha fita!

E falem a verdade: não tinha coisa pior do que no meio daquela música liiinndda a gravação da rádio vir e estragar tudo com “Momento Love – Só na rádio X para você!” ÓDIO MORTAL DO RADIALISTA QUE FAZIA ISSO…

Em homenagem ao povo que nasceu na época do gravador, das fitas K7 da Basf, dos bailinhos de garagem, aí vai o suprassumo do momento Love Inside:

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Vício

Xéééééé precisa dizer que bastaram 2 capítulos para ficar viciada. Tititi é a melhor novela que já vi em meses!

Pena que amanhã tudo volta ao normal e o estudo vai até as 8… será que tem no youtube?

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Vivendo as bobeiras da vida

Alguém pode me esclarecer quem é que briga com outra mulher e diz estar defendendo os “as crias como fêmea”? Quem em sã consciência diria isso?

E que discussão sem pé nem cabeça era aquela? Uma dizia que a outra nunca amou, a outra respondia que a primeira foi traída por todas as mulheres da região. Aí a primeira replicada dizendo que amou na mesma intensidade que foi traída! Como assim? Não importa que te traiam, o importante é amar muito!

Mas a pérola do capítulo nem foi esse “embate” das mulheres de meia-idade que defendem seus filhotes dos males do mundo, foi a cena de amor entre o casal mais titifoi, mais meloso da novela.

Alguém consegue se empolgar com uma cena em que a música de fundo é quase sacra? Eu fiquei pensando: o diretor queria mostrar o “milagre” do momento; ou queria evidenciar o amor puro entre os dois, daqueles que supera qualquer barreira, até as físicas?

Na dúvida, fiquei com a opção DE PÉSSIMO GOSTO! Desliguei até a TV. Jurei que em instantes iria aparecer o anjo Gabriel na cena…

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Só se for no Leblon – Parte 2

Estou aqui aproveitando o computador que finalmente chegou em casa (até agora estou sem durante o dia!) e assistindo à novela. Cena: Betina presa no elevador do prédio do pretenso amante. A cena é até engraçada, eles tentam, tentam, mas não conseguem levar a traição às últimas consequências.

O problema nem é esse casal em si. Mas confesso que a novela toda é esquisita. Vocês já perceberam que não tem um núcleo que não tenha alguém que trai ou que é traído (no caso da Betina, tenta trair!). A impressão que dá é que isso é algo comum, corriqueiro. Ou melhor, normal!

Todos conversam entre si sobre as traições. Amigos incentivam uns aos outros a pular a cerca. Homens e mulheres insistentes dão em cima de pessoas casadas e ainda reclamam que não são correspondidos.

Desse jeito a novela deveria trocar de nome. De “Viver a vida”, deveria ser “Cornear na vida!”

Credo!

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Ah, o amor!

Acabou de acabar (para ser bem retundante) a minissérie sobre a vida da Dalva de Oliveira e do Herivelto Martins.

Levando-se em conta que resumir duas vidas em 5 capítulos é muito pouco. (Pausa para um desabafo: preciso ler esse livro! Ai meu Deus… Eu eu minha fixação por biografias. Um dia ainda morro disso) tenho minhas dúvidas se o nome ideal para tantas brigas e sofrimento pode ser “Dalva e Herivelto – Uma canção de amor!”.

De qualquer forma, chorei horrores. O que não é novidade. Mas fica aqui uma das músicas mais bonitas que já ouvi na vida:


Se o azul do céu escurecer
E a alegria na Terra fenecer
Não importa, querido
Viverei do nosso amor…

Se tu és o sol dos dias meus
Se os meus beijos sempre forem teus
Não importa, querido,
O amargor das dores desta vida.

Um punhado de estrelas
No infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos,
Risos, crenças e castigos
Quero apenas te adorar

Se o destino, então, nos separar
E distante a morte te encontrar.
Não importa, querido,
Porque eu morrerei, também…

Quando, enfim, a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará, no Céu, te encontrar

A música originalse chama “Hyme à l’amour”, letra de Edith Piaf