Publicado em tristeza, vida

E lá se vão 13 anos…

Achei esse texto há um tempo atrás. Diziam que o autor era o Pedro Bial. Se for, aí estão os créditos. Se não for, o verdadeiro autor que me perdoe… Mas exprime exatamente o que eu sinto até hoje… Saudades eternas, pai!

“Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.

Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é? Morrer é um cliche.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça.”

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Publicado em tristeza, vida

Plantão médico

O marido foi segunda ao médico para descobrir porque está tossindo há mais de um mês sem parar. Uma tosse seca, que chega a ser irritante. Estávamos desconfiados de alergia, mas uns exames para lá e outros para cá e o coitado descobriu tudo e mais um pouco.

Ele foi diagnosticado com desvio de septo (tá aí a explicação para tanto uso de descongestionante e tantas assoadas no nariz, mesmo sem estar doente, e que nunca funcionavam), asma, rinite e refluxo (esse pode ser o causador da tosse, já que machucou o aparelho digestivo e está incomodando).

Hoje ele volta ao pneumo para saber como vai tratar tudo isso. Sem contar que vai ter que ir ao gastro e ao otorrino! Isso porque ele simplesmente detesta ir ao médico!

E a minha cadelinha (que não é tão pequena assim), está há uma semana andando com aquele abajur na cabeça. Um machucado que não sarava com nada estava piorando. Fez exames ontem (vocês sabiam que existe laboratório veterinário e eles ainda aceitam convênios caninos? Nem eu!) e hoje foi diagnosticada com fungo (provavelmente pegou nas poucas saídas) e sarna congênita (parece que todo cachorro tem o parasita, mas que só dá as caras quando a imunidade do animal está baixa. Juntou o fungo com o cio e a pobre está em petição de miséria).

Justo ela que eu cuido como um bebê. Que tomo todos os cuidados para sair na rua, que tem jogo de cama (feito especialmente para ela) para trocar sempre e ser lavado com água sanitária e tudo. Estou me sentindo uma péssima dona (dois dois!).

É… o negócio está feio!

Publicado em televisão, tristeza

Apreensão

Se tem uma coisa que deixa o torcedor apreensivo, é um carro passando reto numa curva, um helicóptero e um piloto desacordado. Um óvni acertou o capacete do Felipe Massa em pleno treino!

Que nada de grave tenha acontecido. Não é meu piloto favorito, mas que tudo esteja bem!

Publicado em família, tristeza

Sinto muito…

Eu nem ia escrever nada, afinal há milhares de textos, fotos, notícias… Mas hoje li algo que me deixou ainda mais sensibilizada. Era uma moça, dizendo que a cada toque do telefone, ela tinha a impressão de que era o marido (acho), ligando para dizer que ele estava vivo, que estava numa ilha qualquer no meio daquele oceano.

Se ela pudesse ler o que eu vou escrever aqui, queria que soubesse que por meses eu senti a mesma coisa. Mesmo tendo visto o enterro pela televisão (não tive coragem de ir pessoalmente), no fundo eu queria que tudo aquilo não passasse de um engano. Que um dia meu pai telefonaria para dizer que estava vivo! Não sei quando parei de fantasiar isso…

É duro perder alguém se despedidas, sem dizer adeus, dizer que ama. Mas um dia, não sei quando, mas um dia, tudo isso vai ficar para trás e só as boas lembranças dos dias em que estavam juntos vão ficar. Mesmo que a saudade seja do tamanho do seu peito e o nó da garganda nunca se desfaça…